Missa de corpo presente rezada na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boavista. Porto, 7 de Novembro de 2009

Fim de um tempo

Fim de um tempo

Fim de se saber exactamente qual a terra, o destino e o que se tem de fazer

Viver como se tem de viver. Com a tradição dos antepassados na tolerância e na regra. A saber o passo seguinte. Habitual. Espontâneo. Esse mesmo e não outro. Pela terra Mãe, por nós e pelos demais, na ideias de Deus e da piedade. Sempre presente. Estas as certezas que eram dela.

Mas deixa-nos no fim destes tempos. E não obstante, também um rumo de continuarmos em frente. Inventado um novo tempo igual ou elegante, quando menos, através do Português que nos ensinou a todos, neste domínio do pensar com as palavras verdadeiras e exactas que nos guiaram e guiam na Mátria.

Devemos-lhe as armas de nos sabermos e de sabermos o mundo em volta. Sem dúvidas acerca do perene e do eterno, lá adiante.

Deixou-nos as armas de acreditarmos. Nesta hora é a hora. Sem rodeios, sem alardes, como deve ser.

Tinha, sem a declamar, uma concepção heróica da vida. Para cumprir-se. Fê-la, numa dedicação extrema, que não parecia esforço, mas era severidade e rigor.

Olhos que nos olhavam nos olhos, com o sereno clarão do primeiro dia de alvorada.

A doce paz dos tempos que a tenha para sempre, nossa Avó.

Talvez consigamos cumprir-lhe o mando e, nos fins dos dias, adormeceremos, então, com tranquilidade e sorrisos.

Missa de corpo presente rezada na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Boavista. Porto, 7 de Novembro de 2009

 

Leave a comment or contact me

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s